
BEM VINDO ARAUTO DE PRIMEIRA-MÃO
Estevão, permita-me de cara tantos anos depois dar-lhe esse tardio, devido e carinhoso nome de batismo.
A razão é óbvia, a inspiração veio fácil.
É que ouvi a mensagem de áudio do Whatsapp de sua esposa Ana, com sua voz narrando o encontro que teve com Eli em São Luís: não houve como não pensar num monte de coisas boas.
Foi o lance subseqüente ao nosso telefonema de sexta-feira passada, quando estavam iniciando o papo entre vocês, que imagino o quanto deve ter sido prazeiroso.
Indo direto aos tempos cariocas que citou, lembro bem da imperdível manchete do JB sobre IDI AMIN DADA, lida quentinha na madrugada adentrando aquele apartamento minúsculo e aconchegante de Copacabana, vindo da Praça dos Paraíbas em frente já com a edição do dia que há pouco se iniciara.
Naquele maravilhoso cubículo, foi das poucas vezes que vi os inesquecíveis amigos cearenses Batista, Edilson e João Wilson largarem mão do carteado para prestar atenção naquela bomba da época, uma dentre tantas que se repetiam a cada vez que o nosso sono era adiado, motivo necessário e suficiente para novos goles de cachaça, tiradas para lá de espirituosas e leais trapaças de jogo, não raro até o dia amanhecer, em claro.
Aquilo tudo era o café da manhã turbinado que nos fazia sorver rapidinho depois complexas aulas do Método Simplex da pesquisa operacional, uma das melhores recompensas por ter de enfrentar quase tranquilo a convivência dos anos de chumbo à sombra das emblemáticas árvores do histórico campus da PUC/RIO.
Muito obrigado querido amigo por me proporcionar esse frecheiro na memória comum.

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