
Hoje, sim, é dia de agradecimento, de celebração da vida.
Este, sim, é o momento mais do que oportuno para reflexão sobre o impagável valor de nossa existência, para comemoração da importância singular de cada respiro ou batimento cardíaco, para percepção da gigantesca simplicidade de todo gesto ou do mínimo olhar, para irrestrito acolhimento de qualquer sorriso, por natureza benfazejo.
Aproveitemos (onde e como for possível) para lembrar ou abraçar (ao menos virtualmente ou na memória) a quem nos deu o maravilhoso privilégio dessa passagem terrena, imperdível, única, insubstituível.
Esta, sim, é preciosa ocasião para resgate dos mais extremados sentimentos, para expressão das mais escandalosas emoções e para compartilhamento de todas as mais chocantes lembranças, as do colo, do afago e das lágrimas, tristes ou felizes.
Cuidem-mo-nos todos, então, em fervoroso recôndito, quem puder em casa, particularmente em impositivo respeito aos intensos e divinos meses de esforço, de espera e de abençoado sacrifício da sagrada maternidade, que se espraia inteira pela vida sempre plena de dedicação, generosidade e doação delas a nós.
Este período difícil, sombrio e dramático para gente de dentro ou chegada e também para tantas milhares de famílias desconhecidas ou distantes do mundo e do Brasil que sofrem até a dor da irrecuperável perda de pessoas queridas, de fato, tem de ser, sim, igualmente tempo de compaixão e solidariedade, próxima ou anônima.
Esta, sim, é uma excelente oportunidade para o resgate dos mais atávicos instintos, para a coleta dos mais elementares argumentos, para a exibição dos mais acintosos gestos, para o grito das mais barulhentas palavras e para a exercício individual da mais radical prática de humanismo, de reconhecimento e de partilha.
Esta, sim, é a hora da prestação de contas, das estatísticas, dos indicadores e dos números da verdadeira riqueza, a que representa a mais nobre de todas as rendas e o mais lucrativo de todos os investimentos, a mais-valia que vem do coração.
Não, em definitivo não é hora daqueles duros orçamentos, rígidos cálculos e frios balanços com os significados das moedas e dos bens, das finanças e das economias que alguns nada sensatos nem lúcidos – insensível e absurdamente – insistem em querer cotejar com a vida.
Mesmo diante da já prolongada realidade crítica e pesada, que este quinto domingo pascal coincidente com o emblemático exemplo da fortaleza materna traga paz, leveza e conforto, fortaleça a esperança e ajude a (re)nascer em nós o tal novo normal, certamente cristão.
Parabenizo efusivamente minha esposa Margareth, minhas filhas Catarina Emília e Bertha Carolina, minha nora Kenia, minha irmã Rosemary e sobretudo minhas iluminadas e inesquecíveis mãe Djanira e vovós Rosa e Sinhá, aproveitando para agradecer as carinhosas mensagens das amigas e dos amigos a elas enviadas, retribuindo-as com a potencialidade assimptótica dessas curvas agora tão conhecidas de quase todos.
Pela interseção da Mãe de Jesus, de Santa Monica e da padroeira Nossa Senhora Aparecida, que Deus nos proteja e abençoe a cada mamãe, símbolo maior e mais eloquente da presença Dele em cada família.











