sexta-feira, 18 de outubro de 2019

À PROCURA DE ABRIGO…NA CÚPULA

Diz-se que – para quem teria ressurgido das cinzas – o DEM já possui espaço político demais e que ele, apesar de seguir ávido pela absorção de mais parlamentares desgarrados, não seria uma tenda adequada.

O MDB tem pilares históricos de sustentação do poder, isso todo mundo sabe: por isso a gigantesca estrutura remanescente ainda é um bloco monolítico, onde membros recém chegados normalmente enfrentam escadas íngremes de ascensão.

As andanças, as conversas, os gestos e as declarações mútuas de lideranças políticas, de presidências partidárias e do próprio Presidente JB, logo parece indicar que parte do atual PSL avalia hipóteses de migração para outra legenda, considerando que a hipótese da fusão só seria possível após o domínio do atual ou do futuro território.

Não é difícil imaginar que os desafios, os objetivos e/ou as metas sejam, no mínimo, ter voz ativa na escolha de candidaturas seletivas para as eleições de 2020, comando em diretórios estaduais prioritários, capacidade de compor maioria no processo decisório das instâncias superiores e acesso proporcionalmente compatível aos recursos dos fundos partidários em causa, sob inspiração da importância auto-declarada.

Semanas atrás se falou nela, mas já teria sido descartada a UDN.

A preços de hoje, uma nova aposta na roleta pode ser o PSD, sobretudo após a visita de Kassab ao Alvorada.

Entretanto, a visão estratégica renascentista com horizonte de 2022, pode estar sendo embaçada ou substituída pela expectativa imediatista ou de curto prazo, visto que o pano de fundo das articulações do poder central ainda segue de olho na ocupação da embaixada brasileira nos EUA.

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Diz-se que – para quem teria ressurgido das cinzas – o DEM já possui espaço político demais e que ele, apesar de seguir ávido pela absorção de mais parlamentares desgarrados, não seria uma tenda adequada.

O MDB tem pilares históricos de sustentação do poder, isso todo mundo sabe: por isso a gigantesca estrutura remanescente ainda é um bloco monolítico, onde membros recém chegados normalmente enfrentam escadas íngremes de ascensão.

As andanças, as conversas, os gestos e as declarações mútuas de lideranças políticas, de presidências partidárias e do próprio Presidente JB, logo parece indicar que parte do atual PSL avalia hipóteses de migração para outra legenda, considerando que a hipótese da fusão só seria possível após o domínio do atual ou do futuro território.

Não é difícil imaginar que os desafios, os objetivos e/ou as metas sejam, no mínimo, ter voz ativa na escolha de candidaturas seletivas para as eleições de 2020, comando em diretórios estaduais prioritários, capacidade de compor maioria no processo decisório das instâncias superiores e acesso proporcionalmente compatível aos recursos dos fundos partidários em causa, sob inspiração da importância auto-declarada.

Semanas atrás se falou nela, mas já teria sido descartada a UDN.

A preços de hoje, uma nova aposta na roleta pode ser o PSD, sobretudo após a visita de Kassab ao Alvorada.

Entretanto, a visão estratégica renascentista com horizonte de 2022, pode estar sendo embaçada ou substituída pela expectativa imediatista ou de curto prazo, visto que o pano de fundo das articulações do poder central ainda segue de olho na ocupação da embaixada brasileira nos EUA.

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À PROCURA DE ABRIGO…NA CÚPULA

Diz-se que – para quem teria ressurgido das cinzas – o DEM já possui espaço político demais e que ele, apesar de seguir ávido pela absorção de mais parlamentares desgarrados, não seria uma tenda adequada.

O MDB tem pilares históricos de sustentação do poder, isso todo mundo sabe: por isso a gigantesca estrutura remanescente ainda é um bloco monolítico, onde membros recém chegados normalmente enfrentam escadas íngremes de ascensão.

As andanças, as conversas, os gestos e as declarações mútuas de lideranças políticas, de presidências partidárias e do próprio Presidente JB, logo parece indicar que parte do atual PSL avalia hipóteses de migração para outra legenda, considerando que a hipótese da fusão só seria possível após o domínio do atual ou do futuro território.

Não é difícil imaginar que os desafios, os objetivos e/ou as metas sejam, no mínimo, ter voz ativa na escolha de candidaturas seletivas para as eleições de 2020, comando em diretórios estaduais prioritários, capacidade de compor maioria no processo decisório das instâncias superiores e acesso proporcionalmente compatível aos recursos dos fundos partidários em causa, sob inspiração da importância auto-declarada.

Semanas atrás se falou nela, mas já teria sido descartada a UDN.

A preços de hoje, uma nova aposta na roleta pode ser o PSD, sobretudo após a visita de Kassab ao Alvorada.

Entretanto, a visão estratégica renascentista com horizonte de 2022, pode estar sendo embaçada ou substituída pela expectativa imediatista ou de curto prazo, visto que o pano de fundo das articulações do poder central ainda segue de olho na ocupação da embaixada brasileira nos EUA.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

PS(L)doB

O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

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PS(L)doB

O nome oficial é Partido Social Liberal, mas, no momento, o “L” é de “Luciano”, e o “B”, logo adiante, tanto pode ser de “Bivar” quanto de “Bolsonaro”.

Por enquanto, nas letras em disputa, quantitativamente, o placar é de 2 a 1, mas o tamanho daquela que é compartilhada pode virar o jogo a qualquer hora, ou, se o tempo se esgotar sem definição com a bola em campo, o tapetão decidirá quem levará o troféu (as centenas de milhões de reais dos fundos em causa), já que o VAR não foi chamado até agora.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

EPPUR SI MUOVE?

Nos bastidores, à boca pequena, se diz que há fragilidades políticas evidenciadas nos resultados de algumas votações e no adiamento da tramitação de proposições legislativas de interesse maior do país, da sociedade, dos poderes constituídos, do governo e/ou de partidos, conforme a perspectiva de observação do analista das cenas, dos fatos, dos cenários.

Certo é que há expectativa de humor flutuante em todos, principalmente porque se vê – por exemplo – bastante movimentação nas áreas vinculadas ao Programa de Parceria de Investimentos, com desdobramentos relevantes sobretudo onde a operacionalização ocorre na prática, no BNDES, incluindo uns ruídos importantes nas decisões colegiadas que refletiriam divergências técnicas na condução dos projetos.

Principalmente em São Paulo e em Brasília, tem havido encontros com o pessoal interessado na área de infraestrutura, o ambiente está agitado, as cifras chegam às centenas de bilhões de reais e todos estão tentando monitorar a evolução dos acontecimentos, até porque economia e política fazem a dobradinha perfeita das estratégias de atuação dos grupos de causas, de interesse e/ou de pressão.

No Senado Federal, consta que há articulações para ocupação de cargos por indicação política nas agências, nos ministérios (meio a meio) e nas representações federais nos estados, neste caso com maior protagonismo da Câmara dos Deputados.

Como não parece ser caso de judicialização de heresia, é evidente que algo ora se mexe.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EPPUR SI MUOVE?

Nos bastidores, à boca pequena, se diz que há fragilidades políticas evidenciadas nos resultados de algumas votações e no adiamento da tramitação de proposições legislativas de interesse maior do país, da sociedade, dos poderes constituídos, do governo e/ou de partidos, conforme a perspectiva de observação do analista das cenas, dos fatos, dos cenários.

Certo é que há expectativa de humor flutuante em todos, principalmente porque se vê – por exemplo – bastante movimentação nas áreas vinculadas ao Programa de Parceria de Investimentos, com desdobramentos relevantes sobretudo onde a operacionalização ocorre na prática, no BNDES, incluindo uns ruídos importantes nas decisões colegiadas que refletiriam divergências técnicas na condução dos projetos.

Principalmente em São Paulo e em Brasília, tem havido encontros com o pessoal interessado na área de infraestrutura, o ambiente está agitado, as cifras chegam às centenas de bilhões de reais e todos estão tentando monitorar a evolução dos acontecimentos, até porque economia e política fazem a dobradinha perfeita das estratégias de atuação dos grupos de causas, de interesse e/ou de pressão.

No Senado Federal, consta que há articulações para ocupação de cargos por indicação política nas agências, nos ministérios (meio a meio) e nas representações federais nos estados, neste caso com maior protagonismo da Câmara dos Deputados.

Como não parece ser caso de judicialização de heresia, é evidente que algo ora se mexe.

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GESTÃO QUASE MILITARIZADA?

Ao lado de – por exemplo – evangélicos, maçons, indicados do núcleo familiar, simpatizantes do neoliberalismo e/ou do conservadorismo, egressos de dentro ou oriundos da iniciativa privada, gente escolhida predominantemente pela origem ou pelo vínculo regional ou estadual, pessoal da segurança pública e consultores legislativos, já foi dito aqui que um dos principais estamentos do poder no governo JB é composto por militares das forças armadas.

Ao se aproximar dos três mil graduados de patente pulverizados numa centena de órgãos públicos na estrutura central (mais aqui) e nos seus repliques federativos, a presença dos militares no governo nessa ordem de grandeza sobretudo dimensiona um indicador quantitativo de importância inequívoca e revela o perfil sistêmico da metodologia de ocupação dos espaços.

A presença seletiva deles no núcleo palaciano e nos postos estratégicos espalhados por ministérios e por derivativos da administração (in)direta, autárquica, fundacional ou estatal – para além de ser um indicador qualitativo de relevância intrínseca dos militares no processo decisório – pode assumir certos ares interpretativos de mecanismo de tutela.

Como – dentre eles – há gente pertencente a conjuntos inter-seccionados de prestígio, de força e de atuação simultânea, essas situações fáticas parecem apontar a existência de um estranho misto de dois modelos organizacionais clássicos:

a) o orbital, que teleguia satélites a partir do painel de bordo da nave-mãe; e

b) o tentacular, que opera como polvo.

Não se trata de juízo de valor, é uma constatação superficial, a conferir adiante, conforme evoluem os fatos.

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GESTÃO QUASE MILITARIZADA?

Ao lado de – por exemplo – evangélicos, maçons, indicados do núcleo familiar, simpatizantes do neoliberalismo e/ou do conservadorismo, egressos de dentro ou oriundos da iniciativa privada, gente escolhida predominantemente pela origem ou pelo vínculo regional ou estadual, pessoal da segurança pública e consultores legislativos, já foi dito aqui que um dos principais estamentos do poder no governo JB é composto por militares das forças armadas.

Ao se aproximar dos três mil graduados de patente pulverizados numa centena de órgãos públicos na estrutura central (mais aqui) e nos seus repliques federativos, a presença dos militares no governo nessa ordem de grandeza sobretudo dimensiona um indicador quantitativo de importância inequívoca e revela o perfil sistêmico da metodologia de ocupação dos espaços.

A presença seletiva deles no núcleo palaciano e nos postos estratégicos espalhados por ministérios e por derivativos da administração (in)direta, autárquica, fundacional ou estatal – para além de ser um indicador qualitativo de relevância intrínseca dos militares no processo decisório – pode assumir certos ares interpretativos de mecanismo de tutela.

Como – dentre eles – há gente pertencente a conjuntos inter-seccionados de prestígio, de força e de atuação simultânea, essas situações fáticas parecem apontar a existência de um estranho misto de dois modelos organizacionais clássicos:

a) o orbital, que teleguia satélites a partir do painel de bordo da nave-mãe; e

b) o tentacular, que opera como polvo.

Não se trata de juízo de valor, é uma constatação superficial, a conferir adiante, conforme evoluem os fatos.

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EPPUR SI MUOVE?

Nos bastidores, à boca pequena, se diz que há fragilidades políticas evidenciadas nos resultados de algumas votações e no adiamento da tramitação de proposições legislativas de interesse maior do país, da sociedade, dos poderes constituídos, do governo e/ou de partidos, conforme a perspectiva de observação do analista das cenas, dos fatos, dos cenários.

Certo é que há expectativa de humor flutuante em todos, principalmente porque se vê – por exemplo – bastante movimentação nas áreas vinculadas ao Programa de Parceria de Investimentos, com desdobramentos relevantes sobretudo onde a operacionalização ocorre na prática, no BNDES, incluindo uns ruídos importantes nas decisões colegiadas que refletiriam divergências técnicas na condução dos projetos.

Principalmente em São Paulo e em Brasília, tem havido encontros com o pessoal interessado na área de infraestrutura, o ambiente está agitado, as cifras chegam às centenas de bilhões de reais e todos estão tentando monitorar a evolução dos acontecimentos, até porque economia e política fazem a dobradinha perfeita das estratégias de atuação dos grupos de causas, de interesse e/ou de pressão.

No Senado Federal, consta que há articulações para ocupação de cargos por indicação política nas agências, nos ministérios (meio a meio) e nas representações federais nos estados, neste caso com maior protagonismo da Câmara dos Deputados.

Como não parece ser caso de judicialização de heresia, é evidente que algo ora se mexe.

GESTÃO QUASE MILITARIZADA?

Ao lado de – por exemplo – evangélicos, maçons, indicados do núcleo familiar, simpatizantes do neoliberalismo e/ou do conservadorismo, egressos de dentro ou oriundos da iniciativa privada, gente escolhida predominantemente pela origem ou pelo vínculo regional ou estadual, pessoal da segurança pública e consultores legislativos, já foi dito aqui que um dos principais estamentos do poder no governo JB é composto por militares das forças armadas.

Ao se aproximar dos três mil graduados de patente pulverizados numa centena de órgãos públicos na estrutura central (mais aqui) e nos seus repliques federativos, a presença dos militares no governo nessa ordem de grandeza sobretudo dimensiona um indicador quantitativo de importância inequívoca e revela o perfil sistêmico da metodologia de ocupação dos espaços.

A presença seletiva deles no núcleo palaciano e nos postos estratégicos espalhados por ministérios e por derivativos da administração (in)direta, autárquica, fundacional ou estatal – para além de ser um indicador qualitativo de relevância intrínseca dos militares no processo decisório – pode assumir certos ares interpretativos de mecanismo de tutela.

Como – dentre eles – há gente pertencente a conjuntos inter-seccionados de prestígio, de força e de atuação simultânea, essas situações fáticas parecem apontar a existência de um estranho misto de dois modelos organizacionais clássicos:

a) o orbital, que teleguia satélites a partir do painel de bordo da nave-mãe; e

b) o tentacular, que opera como polvo.

Não se trata de juízo de valor, é uma constatação superficial, a conferir adiante, conforme evoluem os fatos.

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GESTÃO QUASE MILITARIZADA?

Ao lado de – por exemplo – evangélicos, maçons, indicados do núcleo familiar, simpatizantes do neoliberalismo e/ou do conservadorismo, egressos de dentro ou oriundos da iniciativa privada, gente escolhida predominantemente pela origem ou pelo vínculo regional ou estadual, pessoal da segurança pública e consultores legislativos, já foi dito aqui que um dos principais estamentos do poder no governo JB é composto por militares das forças armadas.

Ao se aproximar dos três mil graduados de patente pulverizados numa centena de órgãos públicos na estrutura central (mais aqui) e nos seus repliques federativos, a presença dos militares no governo nessa ordem de grandeza sobretudo dimensiona um indicador quantitativo de importância inequívoca e revela o perfil sistêmico da metodologia de ocupação dos espaços.

A presença seletiva deles no núcleo palaciano e nos postos estratégicos espalhados por ministérios e por derivativos da administração (in)direta, autárquica, fundacional ou estatal – para além de ser um indicador qualitativo de relevância intrínseca dos militares no processo decisório – pode assumir certos ares interpretativos de mecanismo de tutela.

Como – dentre eles – há gente pertencente a conjuntos inter-seccionados de prestígio, de força e de atuação simultânea, essas situações fáticas parecem apontar a existência de um estranho misto de dois modelos organizacionais clássicos:

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domingo, 13 de outubro de 2019

CENÁRIOS DE CAMPANHA ELEITORAL METROPOLITANA EM 2020

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