
Diz-se que – para quem teria ressurgido das cinzas – o DEM já possui espaço político demais e que ele, apesar de seguir ávido pela absorção de mais parlamentares desgarrados, não seria uma tenda adequada.
O MDB tem pilares históricos de sustentação do poder, isso todo mundo sabe: por isso a gigantesca estrutura remanescente ainda é um bloco monolítico, onde membros recém chegados normalmente enfrentam escadas íngremes de ascensão.
As andanças, as conversas, os gestos e as declarações mútuas de lideranças políticas, de presidências partidárias e do próprio Presidente JB, logo parece indicar que parte do atual PSL avalia hipóteses de migração para outra legenda, considerando que a hipótese da fusão só seria possível após o domínio do atual ou do futuro território.
Não é difícil imaginar que os desafios, os objetivos e/ou as metas sejam, no mínimo, ter voz ativa na escolha de candidaturas seletivas para as eleições de 2020, comando em diretórios estaduais prioritários, capacidade de compor maioria no processo decisório das instâncias superiores e acesso proporcionalmente compatível aos recursos dos fundos partidários em causa, sob inspiração da importância auto-declarada.
Semanas atrás se falou nela, mas já teria sido descartada a UDN.
A preços de hoje, uma nova aposta na roleta pode ser o PSD, sobretudo após a visita de Kassab ao Alvorada.
Entretanto, a visão estratégica renascentista com horizonte de 2022, pode estar sendo embaçada ou substituída pela expectativa imediatista ou de curto prazo, visto que o pano de fundo das articulações do poder central ainda segue de olho na ocupação da embaixada brasileira nos EUA.

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