
No Palácio do Planalto, ao vivo, a cores, de própria voz e de frente para as câmeras, as autoridades e o povo, Bolsonaro disse que PGR ‘não é governo’ e Aras falou em ‘defesa das minorias e da dignidade humana’.
Nada mais sensato, oportuno e muito bem vindo no meio de tanta baboseira que a nação vem escutando por quase todo lado, tempo e situação.
Enfim, a república brasileira parece querer começar a respeitar e a exercer na prática a Independência dos poderes, um alvissareiro sinal de madura democracia.
De fato, a cena e as palavras da cerimônia são motivos de efusiva celebração, até porque ocorrem exatamente no mesmo instante em que a opinião pública está ainda perplexa e em choque com a inacreditável revelação de que o natural diálogo por pouco não foi trocado por bala de verdade em pleno STF: o curso da história poderia ter sido drasticamente alterado; a tragédia não se concretizou, Graças a Deus.
A liberdade, a tolerância e a aceitação da diferença e da divergência política devem ser o cotidiano dialético da nossa sociedade, em vez da verborragia grosseira, obtusa, mal educada e ofensiva.
Intransigência só no respeito às instituições, à constituição e à lei, a qualquer momento, seja qual for a circunstância.
Nessa lógica, agora, o insumo impositivo do cidadão é o voto de confiança, que, adiante, no processo, de cabo a rabo, dele exige o vigilante monitoramento, para que, ao final, o país – ao invés de retrocessos – tenha avanços, simples assim.


