sábado, 28 de setembro de 2019

TUDO FICA REDONDO COM CADA QUAL NO SEU JUSTO QUADRADO

No Palácio do Planalto, ao vivo, a cores, de própria voz e de frente para as câmeras, as autoridades e o povo, Bolsonaro disse que PGR ‘não é governo’ e Aras falou em ‘defesa das minorias e da dignidade humana’.

Nada mais sensato, oportuno e muito bem vindo no meio de tanta baboseira que a nação vem escutando por quase todo lado, tempo e situação.

Enfim, a república brasileira parece querer começar a respeitar e a exercer na prática a Independência dos poderes, um alvissareiro sinal de madura democracia.

De fato, a cena e as palavras da cerimônia são motivos de efusiva celebração, até porque ocorrem exatamente no mesmo instante em que a opinião pública está ainda perplexa e em choque com a inacreditável revelação de que o natural diálogo por pouco não foi trocado por bala de verdade em pleno STF: o curso da história poderia ter sido drasticamente alterado; a tragédia não se concretizou, Graças a Deus.

A liberdade, a tolerância e a aceitação da diferença e da divergência política devem ser o cotidiano dialético da nossa sociedade, em vez da verborragia grosseira, obtusa, mal educada e ofensiva.

Intransigência só no respeito às instituições, à constituição e à lei, a qualquer momento, seja qual for a circunstância.

Nessa lógica, agora, o insumo impositivo do cidadão é o voto de confiança, que, adiante, no processo, de cabo a rabo, dele exige o vigilante monitoramento, para que, ao final, o país – ao invés de retrocessos – tenha avanços, simples assim.

domingo, 22 de setembro de 2019

HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA

O quanto dos fundos partidário e eleitoral cairá na conta das campanhas de vereadores e de prefeitos é a (in)equação política do momento, cuja solução tem prazo de dez dias.

Em 2020, sem coligação, será cada um por si, o que põe o tremendo desafio – portanto – sobretudo no colo do hoje quase hegemônico dirigente estadual, a quem caberá a responsabilidade (in)direta pelo resultado, se pode deduzir.

Daí, por óbvio, em cada partido, internamente, impor-se-á a gestão da escassez e das restrições, porquanto a prioridade certamente há de ponderar a viabilidade das candidaturas em capitais ou em colégios eleitorais com potencial de influência em 2022.

Assim, qual pirão terá mais farinha?

domingo, 8 de setembro de 2019

UM DIA O PETRÓLEO TERIA SIDO NOSSO…

O país inteiro já protagonizou histórica luta patriótica por ele, como símbolo máximo do desenvolvimento, do nacionalismo e até da soberania, inclusive com decisiva participação das forças armadas, longo processo que culminou com a exaustivamente celebrada e muito bem-vinda autossuficiência na produção.

A sociedade, o cidadão, o contribuinte bancou expressiva parte dos investimentos saídos dos cofres públicos.

Agora, se anuncia que – após os tais leilões de pré-sal – cerca de 40% da extração do chamado ouro-negro brasileiro estará em mãos estrangeiras.

Abstraída a esperada reação dos oposicionistas que acusam de entreguismo a decisão de governo ou a expectativa normal e acrítica decorrente da dita irreversível globalização que surfa como nunca a onda liberal, parece no mínimo esquisito que haja tanta naturalidade diante da inquestionável e sensível vulnerabilidade estratégica.