sábado, 20 de julho de 2019

CELEBRAÇÃO DA VIDA, DA FAMÍLIA E DA AMIZADE

20 DE JULHO, DIA DE INESQUECÍVEIS LEMBRANÇAS

Como hoje é também Dia do Amigo, nada mais oportuno poderia ser que homenagear tantas delas e deles que temos acumulado na vida, Brasil e mundo afora.

Há treze anos, foi a elas e a eles que enviei então uma mensagem de agradecimento pelas presenças, orações e torcida mesmo à distância que nos levaram energia, esperança e fé até João Pessoa, Recife e Brasília.

Refiro-me à nova vida que Deus presenteou a Andreas Cauê e à nossa família naquele 20 de julho.

A mensagem da época, que ora reproduzo e compartilho, é a fórmula encontrada para renovar a nossa inabalável crença nas pessoas e nos valores cristãos.

Peço permissão a Andreas Cauê, consciente de que o sofrimento, a preocupação e o drama vivenciado, de que aquele momento foi uma passagem que o destino reservou a todos nós como oportunidade de superação, de crescimento e de fortalecimento dos laços de família e de amizade.

Eis a mensagem de 1o de outubro de 2006.

Inesquecíveis amigos e amigas,

Dois meses depois, estou de volta às atividades normais, graças à vontade generosa de Deus e às orações dos muitos amigos e amigas Brasil afora que fazem parte da Corrente Positiva de Solidariedade e Oração formada para a salvação da vida, primeiramente, e, agora, para a recuperação da saúde do meu filho Andreas Cauê Cabral Magalhães.

O RESUMO DO OCORRIDO

Na madrugada de quinta-feira, 20 de julho, estando em férias em João Pessoa [a segunda paixão dele], meu filho sofreu queda numa trilha de acesso à Praia do Seixas, do Mirante do Farol do Cabo Branco, uma falésia quase penhasco, ponto turístico que a natureza presenteou a Paraíba.

Com ele estava minha filha Catarina Emília, a namorada Kenia [a primeira paixão dele], o primo Rodrigo e a prima Simone, para verem o magnífico espetáculo do nascer do sol, onde, como lá se diz, ele nasce primeiro.

O milagre inicial foi que meu filho caiu da altura de mais de 10 metros, na areia, numa brecha de setenta centímetros, exatamente o único local onde não havia pedras.

O segundo milagre foi a ajuda providencial do casal Valengo, ciclistas que atraídos pelo barulho da queda retornaram ao local onde ele estava se debatendo, prestaram os primeiros socorros e o imobilizaram com tufos de areia, até a chegada do resgate do Corpo de Bombeiros e da equipe do SAMU.

 O atendimento emergencial e as cirurgias feitas [principalmente, laparatomia, hepatorafia e punho esquerdo] no Hospital do Trauma de João Pessoa na manhã do mesmo dia foram oportunas, corretas e decisivas, para corrigir as lesões, contusões e sangramentos.

Além da equipe de resgate e da equipe médica, o anjo da guarda dessa fase foi o Ortopedista Nerival Lucena.

Lá, foi muito importante também a disponibilização de espaço na ante-sala da Diretoria para reunir e abrigar a numerosa família, parentes e amigos, viabilizada pelo Diretor Jomar Paulo Neto e sua secretária Sandra.

Como o quadro se agravou, a estratégia médica pós-operatória revelou-se inadequada e havia total desequilíbrio hemodinâmico com elevado risco, à meia-noite da sexta-feira, 21, meu filho foi removido em UTI Móvel para o Real Hospital Português, em Recife, onde foi internado às 2 horas de sábado, 22 de julho.

Santa e sábia decisão tomada pelo médico Intensivista João Alberto Pessoa, com o apoio dos meus amigos médicos Nerival Lucena e Carlos di Pace, além do suporte de retaguarda do amigo Diretor Regional José Pereira e da amiga Fátima Ramalho, responsável pela área de saúde dos Correios da Paraíba.

OS DIAS SEGUINTES

 A partir da manhã de 22, sob a regência do Intensivista, Clínico Geral e Cardiologista Marcos Magalhães – o anjo da guarda pernambucano – a competente equipe médica [especial agradecimento aos plantonistas Daniela Batista e Edleuza] e de enfermagem do Hospital Português fez ótimo uso da excelente infra-estrutura e modernos recursos tecnológicos disponíveis.

Foi decisiva a atuação e a condução de tudo e de todos: a Neurologista Feliciana, a Nefrologista Lucília Valente, o Ortopedista Marcos André, o Cirurgião Torácico Cláudio Amaro Gomes, o Hepatologista Victorino Spinelli, a equipe médica do Real Imagem [Daniela, Valdênio, Henrique Cartaxo].

O curitibano [recifense adotado] cirurgião-geral Antonio Prado foi o anjo da guarda que conduziu junto com o doutor Maxwell, em 6 de agosto, domingo, a segunda laparatomia para correção da aderência de alça intestinal, mais a oportuna retirada do apêndice que estava infectado, já em processo de apendicite aguda.

Dessa vez, a recuperação foi mais rápida, embora – após a alta sob vigilância, ocorrida em 19 de agosto – tenhamos novamente internado ele, quarta-feira, 23, devido ao surgimento de semi-oclusão intestinal, corrigida terapeuticamente, sem necessidade de cirurgia, graças a Deus.

O Fisioterapeuta Pulmonar Wildberg Alencar foi mais outro anjo da guarda, fundamental na recuperação da capacidade respiratória de Andreas Cauê.

O Alergista Roberto Lacerda prestou informações valiosas a partir de João Pessoa.

Em 3 de setembro, domingo, novamente ele teve alta sob vigilância, permanecemos em Recife até 7 de setembro, quando, então, retornamos para João Pessoa, onde ficamos até 19 de setembro.

Durante todo o tempo de nossa permanência no Real Hospital Português, o médico Carlos Humberto nos ajudou muito, principalmente com informações, mas o infectologista Belarmino Carneiro, foi muito além, se tornou um amigo precioso da família, nos orientou, confortou e animou, notadamente a Andreas Cauê, a quem homenageou de forma particularmente emocionante presenteando-o com sua Estrela de Ninja.

Em 22 de setembro, graças a Deus – após os exames de controle e as consultas médicas com Marcos Magalhães e Antonio Prado – finalmente, veio a autorização para retornar a Brasília, o que ocorreu neste sábado, 30, um passo importante e gigantesco no processo de recuperação da saúde do meu filho Andreas Cauê, o que, se Deus quiser, estará bem avançado até o final do ano.

No Real Hospital Português, temos agradecimentos especiais também ao ex-provedor Alberto Barbosa, ao Vice-provedor Joaquim Amorim e aos competentes, atenciosos e prestativos colaboradores, especialmente do CPD [Genaro, Rosângela, Emerson, Gabriel e Júnior].

O padre José Roberto e as irmãs Assunção, Nazaré e Betânia foram a base de sustentação espiritual nas missas diárias na Capela de Santana, bênçãos e visitas na UTI, na Semi-intensiva e nos apartamentos.

A gruta de Nossa Senhora de Lourdes foi sempre um refúgio seguro para todos nós, para pedir e, sobretudo, agradecer, assim como na Missa do Padre Romeu.

À Diretora Regional Jovelina há muitos agradecimentos e elogios direcionados à equipe da área de recursos humanos dos Correios de Pernambuco, que não mediram esforços para orientar, apoiar e disponibilizar todas as facilidades, recursos e instrumentos que nosso excelente plano de saúde oferece.

Inspirando, orientando e guiando a atuação da equipe médica todo o tempo esteve a mão de Deus, sempre presente: família, parentes, amigos e amigas principalmente do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Roraima participaram e ainda participam dessa Corrente Positiva de Solidariedade.

Foram muitas orações, preces, cultos, missas; não importa a crença, os caminhos que nos levam a Deus, tudo que é do bem é alvissareiro, não cabe preconceitos nem rótulos às iniciativas de busca, acesso ou diálogo com Ele.

É impositivo registrar como tudo foi importante para nos manter esperançosos, confiantes e fervorosos.

No cotidiano, muitas vezes somos atraídos ou insistimos em desviar nossa melhor energia para futilidades e coisas insignificantes, ao invés de perceber e internalizar como é inestimável o valor da vida, que pessoas são – por natureza e definição – boas, generosas: tudo se evidencia de forma inequívoca e eloqüente quando estamos fragilizados, dependentes, vulneráveis.

Mesmo pequenos gestos de atenção, carinho e apoio assumem proporções gigantescas, até olhares silenciosos de preocupação sincera e solidariedade viram gritos estrondosos, nossa sensibilidade aguça-se, aprendemos a enxergar, entender e compartilhar inclusive dramas de outras pessoas e famílias, como as de Sérgio Cohen, Nazário, Dida Sales, Fernando e César, especialmente.

O AGORA

O sentimento de gratidão é incomensurável, as crenças foram renovadas, fortalecidas, muitas descobertas foram feitas, revelações surgiram, mas, certamente, muita coisa boa ainda está em andamento, se consolidando.

A Corrente Positiva formada também está servindo para muitas outras coisas boas.

Tenho dívida impagável com Roraima, com o Governador Ottomar Pinto, com o Secretário Luciano Moreira e esposa Clara Gurjão e com meus colegas de trabalho do Instituto de Modernização Pública [Lely, Luziane, Elisângela, Marlice, Flávio, Roosevelt, Luiza e Lucinete], da Escola de Governo [Carlos Augusto, Débora, Marta, Aparecida, Alexandre, Giovanni, Sara e Fraxe] e da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração [Inês e esposo Sérgio, Angélica, Daíca (agradecimento especial ao irmão Pastor Gilmar Castilho pelo Culto realizado), Glória, Onilda, Hilza, Núbia, Tide, Carlito].

Todos – além das orações – com seu apoio e compreensão tornaram possível minha ausência do trabalho durante todo esse tempo. Os telefonemas de Edson e Evandro certamente simbolizaram a preocupação e apoio de todos os colegas do Governo do Estado. Agradeço também ao Professor Telmo e meus alunos e alunas da FARES e à Professora Cláudia e meus alunos e alunas da ATUAL que foram compreensivos com a interrupção das minhas aulas. Certamente, meu coração se tornou ainda mais macuxi.

Como sempre disseram nossos antepassados, mais vale amigo na praça que dinheiro em caixa.

Tenho especial agradecimento a fazer aos meus amigos e amigas dos Correios de Pernambuco, que – desde as duas horas da manhã de sábado, 22 de julho, até a manhã de quinta, 7 de setembro, estiveram conosco. Foram muitos, mas Edvan e Marília, Fábio e Marineide, Givaldo e Júlia, Maurício Melo, Roberta Silva, Pedro Wanderlei, Fátima Bulhões, Marcos Sales foram especiais.

Quem imaginaria que – vinte anos depois de ter sido Diretor dos Correios em Pernambuco eu iria – sob condições tão difíceis – receber tanta demonstração de apoio e carinho, inclusive nas visitas pessoais de alguns que não via há tempos.

O episódio revelou que o exercício de qualquer cargo ou função, ter poder, prestígio, poder ou autoridade só tem uma única utilidade: fazer o bem, pois – um dia – a recompensa vem.

Como eu sempre disse, o mundo é pequeno, redondo, gira, de vez em quando passa no mesmo lugar, como que nos querendo mostrar algo que talvez não havíamos percebido ou valorizado na medida certa…

A família de Kenia, em Recife, foi fundamental também, em particular a avó Nilza Cunha, que cedeu seu apartamento para nossa família, as tias e tios que nos levaram às igrejas e missas, mas a Emanoel, Dora e seus filhos cabe agradecimento especial, particularmente a Miel e a ela mesma, Kenia.

É claro que as visitas pessoais e telefonemas de solidariedade dos muitos amigos e amigas, de Recife e de praticamente todo o Brasil, foram muito importantes para reforçar nossa esperança e fé.

Em particular do Maranhão, ouvimos muito bem “os tambores de São Luís” na solidariedade de Marlene, Raquel, Cleonice, Cibele e Cláudio, fomos iluminados pela chama da vela de Conceição Abreu, intermediados pela oração dos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael e pelas preces de Eli Medeiros e família.

As palavras atenciosas de Adriano, Sinécio, Adilson, Maurício e Ribeirinho certamente traduziram o sentimento dos colegas dos Correios da Administração Central, Sergipe e Mato Grosso do Sul, mas as visitas pessoais dos de Brasília – Tavira e Beth, Kiko e Celina – foram emocionantes, comparadas apenas pelas de Nelson e Nilson, que provaram o valor da amizade sólida e da bem-querença que dispensam a Andreas Cauê, e pelos laços que nos unem a Gustavo, Milton e Vilma e família.

Os médicos da família [Afrânio Magalhães, Américo Marcone, Sérgio Cabral, Roberta Montenegro, Jeane Nogueira] foram imprescindíveis todo o tempo, a eles o agradecimento é eterno, permanente.

 O verdadeiro significado de ser madrinha e padrinho foi demonstrado por Leninha e Batista [sua imagem de Nossa Senhora Aparecida permanece conosco].

Há muitos agradecimentos a fazer à minha família e à família da minha esposa, irmãs e irmãos, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas, cunhados e cunhadas, concunhados e concunhadas, primos e primas, parentes e aderentes, agregadas e agregados que nos ajudaram, visitaram ou telefonaram, a lista é infindável, mas Suzana, Biu Nogueira e Raquel foram tudo.

Esperamos que Deus conceda à família Cabral Magalhães, particularmente a mim, oportunidades e chances de agradecer e retribuir o que recebemos de tanta gente, uma multidão de pessoas, impossível de mencionar todos e todas agora aqui, de memória: se Deus quiser, lacunas momentâneas serão preenchidas tão logo percebidas, lembradas, recuperadas, inclusive dos que anonimamente oraram por nós.

Tenho plena convicção de que Deus tem um propósito, uma missão para o meu filho, prova viva da existência e generosidade Dele.

Estou certo de que nossa família é, foi e será sempre abençoada, fomos brindados com um milagre que principalmente eu, Margareth, Catarina Emília, Bertha Carolina e – em particular – Andreas Cauê, temos de sempre agradecer, reverenciar, exaltar, comemorar.

Abraços, Magalhães.

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