Tenho muitos amigos na rede de relacionamento, em diversas mídias sociais, Facebook incluso, e, deles, recebo – numa boa – inúmeras cutucadas, que é como eu compreendo as publicações que fazem. Em que pese a discordância respeitável de várias pessoas a respeito do meu entendimento, na maioria das vezes, curto (não existe a opção não curto), para indicar que tomei ciência do que publicaram, sem juízo de valor, é uma deferência, indica atenção, como já disse outro dia. Normalmente, não me pergunto e nem a eles consulto previamente porque algo foi publicado, o que se está querendo dizer. Claro, igual a todo mundo, faço ilações.
A depender da natureza (texto, foto, link) da publicação, do tema que se aborda (tenho evitado o que desperta paixão, tipo preferência partidária, religiosa, futebolística, sexual, por aí) ou do nível de aderência que a ele me vincula (tendo a me focar no que é compatível à minha formação, experiência, valores, gostos), compartilho a postagem, com ou sem comentários adicionais pessoais, conforme o caso. Não raro, vou à fonte primária, para compreender melhor o que repasso.
Não é tentativa de convencimento de quem quer que seja, muito menos desejo de fazer apologia a nada; não é messianismo, nem arroubo intelectual.
Sim, há publicações compartilhadas que são nitidamente associadas a causas, as mais variadas, mas isto não significa que se está sob contrato implícito ou compromisso irrestrito, nem que se está falando como porta-voz ou ventríloquo de qualquer instituição ou pessoa. Evidentemente, existem riscos, uns controláveis, outros impossíveis de avaliar.
Funciona como se fosse um serviço de utilidade privada entre amigos e/ou participantes da rede de relacionamento, para mim. Achei interessante, repasso, pronto. Sem patrulhamento, nada de atestado de idoneidade, mas, claro, se estiver enganado ou incorrer em erro de avaliação, antecipadamente agradeço aos amigos que me alertarem ou corrigirem, mais que isso, peço que não permitam que eu seja inocente útil, massa de manobra ou vetor de qualquer correntes, pirâmide ou equivalente golpe de esperteza seja de quem for, já que – data vênia dos nobres amigos causídicos – a ninguém é dado este direito, aliás, nem direito é.
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