
A POLITICA COMO ELA É
Teve visão caolha, preconceituosa e antidemocrática de “gurus, arautos, cientistas e sábios de plantão” a manipular a opinião pública simulando um desenho de país caricato, ridículo e ignorante, nada a ver com povo, nação ou pátria.
Teve ação judicial intencionada a definir as regras do jogo em tapetão de tribunal superior, na expectativa de enfiar juízo externo no campo onde a bola rola e a partida se dá.
Teve tentativa de deslegitimar o voto proporcional dado a parlamentares como se a eleição majoritária presidencial impusesse ao congresso humilhante rendição, auto-flagelo ou suicida imolação.
Teve campanha contrária induzida nos bastidores políticos palacianos, partidários ou de grupos de variados interesses que até lançaram inviável candidatura avulsa na vã esperança de ver o turfe ser ganho por algum manco pangaré.
Teve blogueiro e jornalista direcionado que semanas a fio desconstruiu apenas candidatos específicos, colando neles todo tipo de rótulo, emblema, etiqueta, mancha, cicatriz ou ferida, tudo o que simboliza o feio, o ruim, o velho, o doente.
Malgrado esse festival de republicano baixo folclore, até hoje na manchete da grande mídia – por unanimidade – Rodrigo Maia (esse, mais) e Renan Calheiros (esse, menos) amanhecem como favoritos para as presidências das casas legislativas brasileiras.
Mas, na reta final, há quem pregue mudança e renovação (de inspiração conservadora e moralista) apostando pesado na Imprevisível traição, um desvio de conduta – para além de naturalmente aceito – esperado,, estimulado e até aplaudido, algo tão paradoxal que mesmo sendo tão familiar torna impossível se dormir com um estranho barulho desses.
Assim, só resta dizer: fala aí, soberana urna.
via Blogger http://bit.ly/2DNMjPW
Nenhum comentário:
Postar um comentário