NO DESPREPARO, NA AMBIÇÃO E NO DESTEMPERO, PODER É EMBRIAGADOR, VORAZ E ATÉ INSANO
No cenário turbulento que atravessa o fim de semana de hipóteses sombrias, um diz que não pede demissão, recusa cargo compensatório de consolação, se desculpa por ter viabilizado o candidato vitorioso e sai atirando pesado no eleito a quem teria chamado de fraco, de louco e de perigo para o país.
Se tentou minimizar a importância do clã e se quis reduzir o prestígio dos “zeros familiares” foi pior, pois acabou por exibir com ressalto as rachaduras palacianas que poderão trincar a confiança da Esplanada inteira e que levarão certas ondas de choque do abalo até o Parlamento.
Quando desavenças internas viram intrigas e geram brigas de vida ou morte na corte é sinal de que o diálogo perdeu espaço para o duelo, que a liderança cedeu lugar à autoridade e que a emoção substituiu a razão.
Se a sensatez for menor que o apelo ao uso da força, há exemplos de sobra na história política do mundo com desfecho de mau agouro.
Neste Domingo Missal, rezemos pelo Brasil.

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