
O país inteiro já protagonizou histórica luta patriótica por ele, como símbolo máximo do desenvolvimento, do nacionalismo e até da soberania, inclusive com decisiva participação das forças armadas, longo processo que culminou com a exaustivamente celebrada e muito bem-vinda autossuficiência na produção.
A sociedade, o cidadão, o contribuinte bancou expressiva parte dos investimentos saídos dos cofres públicos.
Agora, se anuncia que – após os tais leilões de pré-sal – cerca de 40% da extração do chamado ouro-negro brasileiro estará em mãos estrangeiras.
Abstraída a esperada reação dos oposicionistas que acusam de entreguismo a decisão de governo ou a expectativa normal e acrítica decorrente da dita irreversível globalização que surfa como nunca a onda liberal, parece no mínimo esquisito que haja tanta naturalidade diante da inquestionável e sensível vulnerabilidade estratégica.
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